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Como purificar a imaginação?

Foto do Anjo da Guarda

Prezados seguidores,

Quando iniciamos um processo honesto e decidido de conversão e santificação, enfrentamos diversos problemas quando buscamos a concentração para a vida de oração. Os motivos são conhecidos: a carne, o mundo e o demônio.

Não é fácil e, muitas vezes desnecessário, conhecermos qual dos três inimigos está nos atacando. O importante é combater os três todo o tempo.

Depois de uma vida inteira fora da graça de Deus, muitas vezes — ou quase sempre — em pecado mortal, nossa alma está tão manchada, que os efeitos do pecado passaram também para a carne. Assim, nosso composto de alma e carne reclamam as sensações de outrora e rejeita o processo de santificação. É preciso confessar!

Quantas vezes, durante uma Adoração ou na Santa Missa, nos vêm os pensamentos mais insanos, impuros, algumas vezes sacrílegos? Como nos livrarmos desse tipo de distração?

A primeira e concreta ação é não dar atenção a esses pensamentos, ou seja, quando vierem não vamos alimentá-los, mas ignorá-los, mesmo que ainda estejam presentes. Não se importe, não se desespere. Diga para Deus:

“Senhor, quero amar somente a Ti. Purifica-me, Senhor Jesus. Limpa minha alma e corpo marcados pelo pecado. Santíssima Virgem Maria, minha Mãe, pega a minha mão, Senhora. Ensina-me a ser como ti, a ter amor esponsal pelo Espírito Santo para que Ele também venha habitar o meio seio e gere o Cristo em mim. São José, protetor da Sagrada Família, tu que livrou Jesus e Maria dos ataques aos inocentes, também me livra! Sou um inocente diante dos inimigos de Deus. São Miguel Arcanjo, quem como Deus! Afasta de mim o demônio! Fica comigo!”

Todas as vezes que sua imaginação o trair, faça esta oração, ou adapte de acordo com as suas devoções pessoais. Acredite. Por mais que demore, persista. A graça virá.

Além dessa primeira e necessária ação. Outras são imprescindíveis. Passamos uma vida sendo bombardeados com imagens impuras, sujas. Nós NÃO precisamos olhar para tudo nessa vida! É a chamada mortificação da vista à qual se insinuam, por exemplo, a imodéstia e a imoralidade dos trajes atuais, as imagens de violência, imagens bizarras, futilidades, cenas pornográficas e outros.

Da mesma forma que a imaginação atrapalha a vida de oração, ela também pode ajudar. Não é errado, muito pelo contrário, “convidarmos” Jesus, Maria e os santos de nossa devoção para rezarem conosco. É o exercício que passamos acima e que pode ser usado sempre. Imagine as situações descritas nos Evangelhos. Imagine-se presente. Imagine como é o Céu, como os bem-aventurados estão na felicidade eterna diante de Deus.

Com efeito, antes de chegarmos a um estágio avançado, precisamos fazer mais.

  1. Guardar os sentidos exteriores. — A imaginação é alimentada pelos sentidos exteriores, especialmente pela vista; por isso, as impressões neles causadas repercutem também nela. Deve-se evitar, portanto, tudo o que de alguma maneira pode fazer com que a imaginação, reproduzindo e combinando de mil e um modos imagens vãs e torpes, nos incite a desejar algo mal e pecaminoso. Nós não precisamos ver e ouvir tudo; não somos lixeira. Se, por exemplo, nos percebemos a repousar a vista em algo que nos desvia do propósito de nossa existência, servir e amar a Deus, então é hora de fechar os olhos: “Tudo o que não leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e joga-o para longe.”
  2. Selecionar as leituras com cuidado. — É preciso ser criterioso na hora de escolher o que se ler. É prudente evitar, sempre que possível, aquelas leituras que, além de não nos servirem para nada (nem mesmo para o descanso), podem ser perigosas, seja pelos erros contrários à fé por elas divulgados, seja pelo conteúdo obsceno e escandaloso com que prestam um grande desserviço à formação sobretudo dos jovens. São Josemaria Escrivá já advertira: “Livros. Não os compres sem te aconselhares com pessoas cristãs, doutas e prudentes. – Poderias comprar uma coisa inútil ou prejudicial. Quantas vezes julgam levar debaixo do braço um livro… e levam um montão de lixo.”
  3. Combater a ociosidade. — Nossa alma, estando unida ao corpo, não pode pensar sem imagens. Por causa disso, a imaginação, sempre inquieta, tem de ocupar-se em atividades úteis e proveitosas, se não queremos que ela, inclinada como está para a satisfação de nossos apetites mais baixos, nos envolva em perigosas tentações. Como diz o provérbio latino, omnium vitiorum origo otium, a origem de todos os vícios é o ócio.
  4. Oferecer objetos bons à imaginação. — Além de evitar tudo o que seja prejudicial à imaginação, é também necessário proporcionar-lhe matérias belas e santas. A imaginação está sempre em busca de alimento, e nada melhor do que lhe oferecer um sustento que não venha, no futuro, tirar-nos o sossego do espírito com lembranças inoportunas. A leitura de livros piedosos, a frequência à arte sacra etc. são boas maneiras de formar a imaginação e colocá-la a serviço da razão e da vontade.
  5. Proceder sempre com atenção ao que se está fazendo. — O hábito salutar de dar atenção ao que estamos fazendo tem a grande vantagem de impedir que a imaginação vagueie livremente pela nossa mente, indo de um a outro objeto, impedindo-nos, ao fim, de cumprir nossos deveres com o capricho e amor devidos. Temos de aplicar-nos a cada trabalho como se fora o único ou o mais importante de nossas vidas: “faz o que deves e está no que fazes.”
  6. Não conceder demasiada importância a nossas distrações. — Pode suceder que, apesar de todos os esforços dispendidos, a imaginação continue a espezinhar-nos com sua petulância. Nestes momentos, é importante mantermos a serenidade e, reconhecendo perante Deus nossa pequenez e indigência, ignorarmos os assaltos da fantasia. Ainda que não possamos discernir com toda clareza se se trata de uma investida demoníaca ou de nossa própria natureza rebelde, ressentida muita vez das manchas de um passado pecaminoso, o importante é não fazer caso destas imagens e repudiar com toda energia qualquer forma de consentimento: “Não te preocupes, aconteça o que acontecer, desde que não consintas. – Porque só a vontade pode abrir a porta do coração e introduzir nele essas coisas execráveis.”

Percorrendo com determinação esses conselhos, não temos dúvidas que os frutos serão colhidos e nossa vida de oração progredirá com a purificação de nossa imaginação.

Apostolado Catecismo da Igreja Católica.

Fontes:

Padre Paulo Ricardo

A. Royo Marín, Teologia de la Perfección Cristiana

Josemaria Escrivá, Caminho

 

2 comentários em “Como purificar a imaginação?

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